Pedi à enfermeira para vê-lo e esta levou-me ao quarto onde aquele que me fazia feliz estava.
Sorrimos um para o outro, arraste um cadeirão para o lado da sua cama e sentei-me. Estavamos a sós.
- Desculpa... Eu fui um estú...- pús os meus dedos sobre os seus lábios e dei-lhe um leve beijo.
- Foi um acidente e eu estou bem. Tu é que estás mal...
- Eu apenas tenho umas tonturas e fraqueza mas só de te ver chegar melhorei. Prometes uma cena?
- Claro! O quê?
- Posso parecer desesperado mas prometes que não me vais deixar?
- Claro que não! Amo-te, meu bijuziho...
- Ahahaah! Só me chamas isso quando estivermos a sós...
- Combinado!
- Ótimo, coelhinha
- Uii! Não te ponhas com ideias... estamos num hospital!
- Que mente perversa! Era de forma fofinha...sua taradinha.
- Va, faz beicinho... Taradinho és tu!
- Cala-te! Tu gostas por isso não te queixes.
- Oh, parvo! És mau mas eu amo-te.
- Acho muito bem!- puxou a minha cabeça para si e acariciou-me a face enquato davamos um carinhoso beijo.
Uniu as nossas testas e senti-o triste.
- O que foi?
- Não te quero perder...
- Que ideia é essa?
- Tu já sabes... não tenho muito tempo.
- Isso não muda nada!
- Claro que muda!
- Aproveita a vida e quando a morte chegar estarei contigo.
- Pois... és tão nova e linda....
- E, tu, és feio e velho? Quando chegar a altura, vais perceber mas agora não vale a pena pensar nisso.
